03 DE AGO 2017    0 comentário    Imprensa Sindjud    324 visualizações

 

 

Mofo, fiação exposta, paredes rachadas, aparelhos de ar condicionado sem manutenção, infiltração e goteiras. Esta é a situação do Fórum Graça Aranha, na Comarca de Santa Leopoldina, que recebeu esta semana a visita das Diretoras do Sindijudiciário Climeni Araújo, Giovana Roriz e Liege Mendes. A situação se agravou com o período de chuvas colocando em risco a saúde dos servidores e a conservação de processos e mobiliário.

Além de conviver em um ambiente insalubre, os servidores estão sobrecarregados. Há um volume de 8 mil processos para apenas 2 trabalhadores.

No passado, o Tribunal de Justiça realizou algumas reformas na edificação mas apesar desses investimentos, o prédio continua sem condições de funcionamento. O Fórum funciona em uma construção histórica tombada como Patrimônio Cultural do Espírito Santo, o que deixa mais complexa a realização de obras de manutenção e reforma.

“Os servidores estão tendo que trabalhar em um ambiente sujo, sem ventilação e sem luminosidade adequada e com mesas e processos empilhados. O arquivo físico do Fórum fica dentro de uma sala pequena e abafada do cartório, que impossibilita a entrada dos servidores e os processos antigos estão acumulando fungos e poeiras”, conta a Diretoria de Saúde, Climeni Araújo.

Para agravar ainda mais a situação, na Comarca de Santa Leopoldina há um servidor com Câncer de Pulmão que precisa trabalhar com máscara para não respirar o ar contaminado e complicar ainda mais a sua situação.

O Sindijudiciário aguarda agora a posição do Tribunal de Justiça e continuará na luta denunciando as péssimas condições de trabalho de diversos Fóruns do estado, que já vem fazendo desde 2014. 

Recentemente, o Sindicato teve uma reivindicação atendida. Na segunda-feira (31), foi assinado o contrato que permitirá a implantação do novo Fórum da Comarca de Mimoso do Sul. O Sindijudiciário solicitou a mudança de local ao TJES, no ano passado, devido à precariedade das instalações da atual sede da Comarca que colocava em risco os servidores, magistrados e todos aqueles que frequentam o prédio.

 

 

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